Ministra Cármen Lúcia/ Foto: Nelson Jr/SCO/STF

A ministra Cármen Lúcia do STF (Superior Tribunal Federal), votou na última sexta-feira (22), contra a flexibilização da lei da ficha limpa e deixou o ex-governador do DF José Roberto Arruda, com menos esperança de movimentar diretamente a política em Brasília.

A ministra, é relatora da ação que questiona as mudanças aprovadas no congresso federal, na lei complementar 219/2025 e sinalizou que, o STF não deve abrir brechas para encurtar punições impostas à políticos que foram condenados pela lei da ficha limpa.

A principal alteração prevista na proposta, era uma mudança no início da contagem do período de inegibilidade, que começaria a ser contado a partir da decisão que determina a perda do mandato ou renúncia, e não mais a partir da finalização do mandato.

O julgamento se extende até a próxima sexta-feira (29), como relatora, Cármen Lúcia foi a primeira a votar e defendeu que as mudanças realizadas pelo Congresso e sancionadas pelo Executivo, apresentam um retrocesso e ameçam o instituto de inegibilidade.

Ex-governador do DF José Roberto Arruda, pode ser beneficiado caso as mudanças sejam aprovadas no STF

Beneficiado pelas mudanças na alteração da lei da ficha limpa, o ex-governador José Roberto Arruda pode voltar ao cenário político de Brasília, Arruda já se apresenta como pré candidato ao governo do Distrito Federal.

O político ficou inelegivel após ser condenado por improbidade administrativa em decorrência da Operação Caixa de Pandora que ocorreu em 2009, na época, as denúncias vieram após as investigações e a delação premiada de Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do DF.

Durval Barbosa/ Foto: Reprodução Internet

O destino do político ainda é incerto, caso as mudanças não sejam aceitas no STF, Arruda só estaria apto a concorrer as eleições em 2032.

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