Depois de passar pela tela do Cine Brasília em sua versão original, Backrooms: Um Não-Lugarretorna ao cinema com 15 minutos de conteúdo inédito. A versão estendida do fenômeno de terror e ficção científica dirigido por Kane Parsons é o destaque da Sessão Circuitão desta semana, com sessões legendas nesta quinta-feira, 30 de julho, e no sábado, 1º de agosto, além de uma sessão dublada com legendas em português na quarta, 05.
Produzido pela A24, já conhecida dos amantes de suspense e terror por obras como a “Midsommar”, “Hereditário”, “A Bruxa” e “Pearl”, “Backrooms: Um Não-Lugar” retorna aos cinemas após alcançar números expressivos em seu lançamento original. O filme já se tornou a maior abertura da história do estúdio e registrou a maior estreia de um terror original nos cinemas, conquistando um lugar entre os principais sucessos recentes do gênero.
Ambientada em 1990, a trama acompanha Clark, um vendedor de móveis que descobre um misterioso portal no porão de sua loja. Ao atravessá-lo, ele encontra os “Backrooms”, um ambiente surreal formado por corredores intermináveis, salas vazias e luzes amareladas, escondido atrás da realidade.
Intrigado com a descoberta, Clark decide investigar o local ao lado da funcionária Kat e de Bobby, namorado dela. O que parecia apenas um espaço estranho, no entanto, logo revela uma atmosfera perturbadora, marcada por ruídos inexplicáveis e pela sensação constante de que alguma coisa se esconde nas sombras.
Quando Clark desaparece, sua terapeuta, Dra. Mary Kline, entra nos corredores infinitos em busca de respostas. Presa naquela dimensão impossível, ela precisará enfrentar os próprios conflitos e traumas enquanto tenta descobrir o que aconteceu e encontrar uma saída.
O elenco é liderado por Chiwetel Ejiofor, conhecido por sua atuação arrebatadora em “12 Anos de Escravidão”, e Renate Reinsve, de “Valor Sentimental”, e conta ainda com Mark Duplass, Finn Bennett e Lukita Maxwell.
Na quinta, 30, a Sessão Circuitão começa às 17h; já no sábado, 1º, um pouco mais cedo, às 16h15; e na quarta, 5, a partir das 16h20 na versão dublada com legendas em português
ESTREIAS
Esta quinta, 30, também conta a estreia de A Fabulosa Máquina do Tempo, novo documentário da diretora Eliza Capai. Filmado no sertão do Piauí, o documentário acompanha meninas que transitam entre cultos evangélicos, redes sociais, brincadeiras e sonhos de futuro. Ao inventarem uma máquina do tempo, elas revisitam as histórias de suas mães e avós, marcadas pela pobreza e pela desigualdade, e imaginam um futuro no qual possam viver de forma livre e realizada.
Com ingressos a R$10 (inteira) e R$5 (meia), a sessão inicia às 19h30 e será seguida de debate com a diretora Eliza Capai, Vitória Genuíno, Secretária Nacional de Juventude, e Manu e Ana Vitória, duas das jovens protagonistas do filme. Depois da estreia, A Fabulosa Máquina do Tempo segue na programação regular já a partir de sexta.
A semana que dá início ao mês de agosto chega recheada de estreias. Além de A Fabulosa Máquina do Tempo, a lista conta com mais quatro obras nacionais. Começando com Lista de Desejos para Superagüi, documentário dirigido por Pedro Giongo que acompanha Martelo, um pescador de 70 anos que vive em uma ilha do litoral sul do Brasil e ainda não conseguiu se aposentar. Apresentado como um “homem-farol”, ele conduz o público pelos modos de vida de uma comunidade que resiste ao apagamento.
Já Aquele que Viu o Abismo traz um encontro entre o músico Negro Leo e o cineasta Gregorio Gananian. Imerso em uma complexa trama de assassinatos, X, interpretado por Negro Leo, usa suas visões para tentar sobreviver e navegar por um sistema opressor.
Outro documentário que figura entre as estreias, Não Sei Viver sem Palavras, de André Brandão, é dedicado à vida e obra de Ignácio de Loyola Brandão. Escritor, jornalista, cinéfilo e observador atento da realidade, no filme o autor deixa de ocupar apenas o papel de contador de histórias para se tornar personagem central de uma narrativa que entrelaça as diferentes dimensões de sua vida e de sua obra. O filme também conta com participações de Grace Passô, Lázaro Ramos e Bárbara Colen, entre outros artistas e amigos do autor.
E, completando a lista, A Noite de Alaíde, animação biográfica dirigida por Liliane Mutti sobre Alaíde Costa, cantora, pianista e compositora fundamental para a história da Bossa Nova. O filme acompanha a chegada da artista às rodas musicais da zona sul do Rio de Janeiro nos anos 1960, sua convivência com João Gilberto, Tom Jobim e Vinicius de Moraes e o apagamento que enfrentou no auge da carreira. Aos 90 anos, Alaíde atravessa a América em busca do palco do Carnegie Hall, do qual foi excluída na época, ao lado de Johnny Alf.
SELEÇÃO DE CURTAS
O curta-metragem da semana é Helena de Guaratiba, da diretora Karen Black, que acompanha a história de uma mulher que vive tranquilamente em um bairro de pescadores no Rio de Janeiro. O cotidiano muda quando o amor bate à sua porta e traz de volta fantasmas do passado.
Os curtas exibidos no Cine Brasília são selecionados na Chamada Pública de Curtas do Cine Brasília, uma iniciativa que busca ampliar a diversidade da programação e fortalecer o cinema nacional. A previsão da atual gestão é que 150 curtas de todo o Brasil sejam exibidos antes das sessões de longas-metragens em cartaz. Os filmes escolhidos recebem um cachê de R$1.300 para obras finalizadas a partir de 2025, e R$800 para as finalizadas até dezembro de 2024. As inscrições podem ser feitas até 1º de abril de 2027 pelo sitecinebrasilia.com/chamadas-publicas, onde também está disponível o edital completo.
EM CARTAZ
Ambientado em um futuro próximo, Futuro Futuro, de Davi Pretto, acompanha K, um homem sem memória que vive em uma sociedade na qual avanços da inteligência artificial coexistem com o surgimento de uma síndrome neurológica. A partir do contato com um dispositivo de inteligência artificial, ele embarca em uma jornada trágica e absurda para encontrar seu lugar no mundo. E na quarta, 5, às 19h, o filme contará com uma sessão especial seguida de debate com ingressos no valor promocional de R$5 a meia e R$10 a inteira.
Dirigido por Michael Haneke, A Professora de Piano acompanha Erika Kohut, professora do Conservatório de Viena que vive uma relação de dependência e conflito com a mãe. Sua rotina começa a mudar quando um de seus alunos decide seduzi-la.
Completando a programação, Anatomia do Caos, documentário de Dandara Ferreira, acompanha a trajetória da CPI da Covid-19 e transforma o material registrado em um documento cinematográfico sobre um dos períodos mais marcantes da história recente do Brasil.






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