Depois de três semanas com a sala cedida para a realização do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o Cine Brasília retoma sua programação regular nesta quinta-feira, 24. Até o dia 30, a grade reúne desde clássicos a relançamentos e estreias de produções do cinema brasileiro contemporâneo.

À frente desta volta está a Sessão Clássicos de setembro, que exibe no próximo sábado, 26, às 18h, a grande obra Cidadão Kane, dirigida, produzida e protagonizada por Orson Welles. Lançado em 1941, o longa acompanha a investigação conduzida após a morte do magnata da imprensa Charles Foster Kane. Intrigados com sua última palavra, “Rosebud”, jornalistas reconstroem sua trajetória por meio dos relatos de pessoas que participaram de diferentes momentos de sua vida.

Com sua estrutura fragmentada da narrativa, construída a partir de múltiplos pontos de vista, se soma ao trabalho de fotografia em preto e branco de Gregg Toland, conhecido pelo emprego da profundidade de campo, à montagem de Robert Wise e à trilha de Bernard Herrmann, Cidadão Kane comumente figura em várias listas de “filmes para ver antes de morrer”. A produção recebeu nove indicações ao Oscar, incluindo filme, direção, ator, fotografia e montagem, e venceu a estatueta de Melhor Roteiro Original, assinada por Welles e Herman J. Mankiewicz.

O filme também marcou a estreia de Welles na direção de longas-metragens depois de sua trajetória no teatro e no rádio e concentra parte das experiências formais que fizeram do diretor um nome central do cinema norte-americano do século XX.

SESSÃO ESPECIAL

Na sequência de Cidadão Kane, às 20h30, o sábado continua com a Sessão Especial do relançamento de La La Land – Cantando Estações, musical de Damien Chazelle estrelado por Emma Stone e Ryan Gosling. Lançado originalmente em 2016, o filme acompanha Mia, uma aspirante a atriz que trabalha em uma cafeteria enquanto tenta conquistar espaço em Hollywood, e Sebastian, pianista dedicado ao jazz que sonha em abrir o próprio clube. O encontro entre os dois dá início a um relacionamento marcado pelas escolhas profissionais e pela dificuldade de conciliar os projetos individuais com a vida construída em conjunto.

O filme chegou ao Oscar com 14 indicações e terminou a cerimônia levando seis estatuetas para casa, entre elas Melhor Direção para Damien Chazelle, Melhor Atriz para Emma Stone e Melhor Fotografia para Linus Sandgren, além de direção de arte, trilha sonora e canção original.

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