A ativista cultural e drag queen Pikineia é conhecida das noites de Brasília com bordões únicos, atuando principalmente na promoção da cultura popular.
Pré-candidata pelo PSOL-DF ao cargo de deputada distrital, a drag-queen mostrou outra face de sua persona que vai além dos palcos e da influência nas redes sociais.
Natural do Nordeste e erradicada em Brasília, a ativista sempre esteve presente no dia-a-dia da capital que a acolheu. Em entrevista ao Giro Cultural Brasília, Piki (como é carinhosamente conhecida), falou sobre suas propostas e desafios da nova caminhada.
De acordo com a ativista, sua vivência como produtora cultural mostrou na prática os desafios de artistas para acessar editais públicos.
“Muitas vezes os editais possuem linguagem técnica, exigências burocráticas e falta de divulgação adequada afastando quem mais precisa dessas oportunidades. Eu quero contribuir com a construção de políticas públicas que facilitem o acesso à cultura com descentralização dos investimentos culturais”, declarou.
Ativista das causas da comunidade LGBTQIA+, Pikineia ressaltou que pessoas trans e travestis são as que mais sofrem e que esse sofrimento, não é exclusivo da agressão física e vem desde a exclusão na escola.
“Defendo o fortalecimento da rede de proteção com ampliação do atendimento priorizado de vítimas de violência e capacitação dos servidores para um atendimento sem discriminação. Proponho um programa de incentivo fiscais para empresas que contratam pessoas trans e apoio ao empreendedorismo LGBT+”, defendeu.
A Câmara Legislativa do Distrito Federal é ocupada em sua maioria por parlamentares declaradamente conservadores, para Pikineia as pautas sociais deveriam ser de interesse de todos e não de um grupo partidário.
“Sei que a câmara legislativa possui uma composição diversa e muitas vezes conservadores, mas acredito que direitos humanos, cultura, geração de renda e combate à violência não deveria ser pauta de um grupo político e sim de toda uma sociedade”, finalizou.





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